A televisão tem sido um meio de comunicação que faz parte da vida da maioria da população brasileira. Há alguns anos acompanhamos a vulgarização da ética e da moral a partir de um programa de televisão da REDE GLOBO, denominado "Big Brother Brasil", indo ao ar antes das 23 horas. Nesse programa vemos o comportamento humano das formas mais "exóticas", brigas, amores, falsidade, inveja, competição, o velho ato de vencer a qualquer custo.
Dentre os diversos públicos que assistem a esse programa, encontramos crianças, pré - adolescentes e jovens. Portanto, uma questão muito importante entra em discussão, a vulgarização do comportamento humano, não interfere na formação social desse grupo?
Muitas crianças olham para uma partcipante que dança com uma roupa curta ou que "brinca" com os outros participantes, e reproduzem em casa. Na maioria dos casos as crianças tentam reproduzir esses atos com os próprios familiares.
Outro ponto relevante, é a questão da moda, atingindo mais as meninas. Se um "brother" usa um artigo diferente em pouco tempo o mercado acentua a comercialização desse objeto, e em pouquissimo tempo a grande massa populacional já está "seguindo" aquela tendência.
Outras características poderiam ser apontadas, como a questão da linguagem utilizada pelos participantes, até sua postura ética dentro da casa.
Agora, permitir que as nossas crianças tenham acesso a esse programa, é permitir que elas "cresçam" mais rápido, e que a mídia as influencie. É claro que não se pode limitar o acesso da criança à televisão e as diversas mídias, porém é preciso estabelecer limites, analisando se o programa é apto para crianças e os jovens e o que o conteúdo do mesmo pode oferecer pra criança.
A questão quando se refere ao jovem tem o mesmo peso, os jovens também se deixam influenciar, e hoje o que mais vemos nesse programa é a vulgarização do sexo, independente da orientação sexual. Nesse horário (23 horas) vemos "brothers" embaixo de edredons simulando sexo ou mesmo praticando. Seria um estímulo ao adolescente e ao jovem para conhecer o sexo mais cedo? Colocar os estudos e as relações sociais em segundo plano, preocupando-se apenas com o prazer momentâneo?
Um caso a ser analisado com mais veemência...
Paulo e Lidiane,
ResponderExcluirA reflexão tem argumentos bem descritos. Senti falta dos créditos para a imagem. Abs. Lêda